6 de abr de 2014

On 19:28 by HERIVELTON MARCULINO   Sem comentários
7/4/14
Por Herivelton Marculino
É um grande privilégio ser salvo por Cristo, maior ainda ser escolhido para uma obra específica, como pregar, por exemplo. O Blog Jovens ADA entrevistou um jovem assim - Caio Araújo.  

1.     Quem é Caio Araújo?
Tenho 18 anos, sou estudante de Direito e Teologia, nascido em Caruaru e sempre residi aqui.

2.      Como é ser conhecido como pregador?
O fato de ser conhecido não só como pregador, mas receber qualquer rotulação por parte das pessoas é algo que merece muito cuidado. É muito comum, sermos identificados pelo dom e não em por nossa personalidade. Corremos o risco de nos aproximarmos de certas pessoas que pretendem estabelecer laços conosco não por uma afinidade pessoal e emocional, mas instrumentalizando estes relacionamentos em favor de seus anseios próprios, para gozarem da "popularidade". Creio que o verdadeiro reconhecimento de que existe um dom de Deus em nós, deve surgir de maneira espontânea, não com inveja, ressentimento ou admiração excessiva quase que idolátrica. Os dons que Deus nos concede, sempre são concedidos em favor da unidade e edificação do Corpo Universal de Cristo, a Igreja e não como uma forma de autopromoção. Portanto, quando alguém nos reconhece como pregador, cantor ou por algum outro ofício, na verdade este reconhecimento precisa vir de Deus, ao ponto de ver em mim um instrumento de Deus para a edificação daquela vida.

3.     Como foi o seu encontro pessoal com Cristo.
Nasci em um ambiente evangélico. A família de meu pai é pioneira na fundação da Assembleia de Deus aqui em Caruaru, sendo meu tataravô o fundador. A família de minha mãe é eminentemente católica, e com o divórcio de meus pais durante a infância, frequentei ambas as igrejas. Até que conforme eu ia crescendo, fui me aproximando mais da Igreja Evangélica e acabei ficando. Mas costumo dizer, que durante vários anos, minha presença na Igreja foi somente física, a minha alma ainda não estava ligada com Cristo em sua totalidade, o que veio ocorrer somente em minha adolescência, quando adquiri uma maturidade espiritual maior e tive certas experiências com Deus que me firmaram na Fé.

4.     Quais experiências?
 Sim, certa vez Deus falou comigo por meio de uma profecia. Lembro-me que tinha 15 anos, e havia uma congregação bem pequena próxima à minha casa e lá estava eu em um culto de domingo. Era aquele culto, onde nossos olhos carnais não depositavam muitas expectativas: poucas pessoas, a Igreja um pouco silenciosa, mas neste dia, ao final da mensagem, o pregador chamou os irmãos para a frente do púlpito para fazer uma oração e lá estava eu. Quando lá cheguei, ele desceu do púlpito, veio até mim e profetizou no nome do Senhor, promessas que me abalizaram na Fé e servem de consolo e conforto para a minha vida hoje. Outra experiência que me lembro, foi algo que considero um milagre de Deus. Quando tinha 7 anos de idade, estava junto ao meu pai enquanto o mesmo fazia alguns reparos no motor do carro e eu estava debruçado sobre o veículo. Quando ele baixou o capô, que soltou de vez, não deu tempo de eu retirar a minha mão e o capô do carro esmagou-a. O detalhe é que a minha mão não cabia na fenda da lataria do carro e da abertura do capô, mas ao levantar o capô, minha mão esta totalmente intacta e sem nenhum arranhão. Deveria ter tido meus dedos decepados na hora, mas o Senhor teve misericórdia de mim.

5.     Você é batizado com o Espírito Santo?
Eu ainda não sou batizado no Espírito Santo, mas acredito que ser cheio do Espírito Santo vai muito além de ser simplesmente batizado no Espírito Santo. Ser um jovem cheio do Espírito Santo é demonstrar diariamente na vida, os frutos do Espírito narrados por Paulo em Gálatas 5.22. Ser cheio do Espírito Santo, é justamente, desfrutar de uma comunhão tão profunda com ele ao ponto de Ele preencher toda a minha vida anulando o espaço da minha natureza própria. Ser um jovem cheio é ser reconhecido pela identidade que Deus nos dá e não por nossos próprios esforços ou por nossa autojustificação. Mesmo assim, devemos buscar o batismo no Espírito Santo, como disse o próprio Jesus, a fim de "testemunhar dEle até aos confins da terra", sempre vendo o batismo não como um fim em si mesmo, mas como um meio e instrumento para crescimento e edificação do Reino de Deus.

6.     Você sente um chamado de Deus para a obra?
Sim. O Senhor já me fez muitas promessas a respeito de minha chamada ministerial, promessas que às vezes eu custo a acreditar que realmente tenham sido feitas a mim, por serem lindas e maravilhosas. Eu nunca pedi para pregar, nunca nem sonhei com isso, literalmente eu fui "chamado" por Deus para este ministério que Ele havia me elegido para exercer desde o ventre de minha mãe, e quando o chamado é puramente divino, mesmo diante das angústias e dúvidas que nos assolam em nosso viver, estamos firmados na certeza de que "Fiel é o que vos chama..." (I Ts 5.24).

7.      O que dirias a(o) jovem que tem o desejo de pregar a Palavra de Deus?
Pregue! Desejo de pregar é intrínseco a cada cristão, seja por palavras, por meio do testemunho ou qualquer outro meio, nossa vida é o sermão que o mundo lê. Se Deus não lhe chamou especificamente para o ministério da pregação não se entristeça, pois a Igreja é um Corpo, e no corpo cada membro tem sua função e complementa a função do outro. Orando pelo mensageiro da Palavra, você está participando espiritualmente daquela pregação, vivendo uma vida santa e irrepreensível, você está discipulando o teu próximo. Deixe com que a Graça que foi derramada em teu coração transborde para os demais, sempre com espírito de amor, mansidão e humildade como o Mestre. A chamada de Deus não está presa só aos púlpitos, a chamada de Deus inicia-se no dia em que Ele "nos chamou das trevas para a sua maravilhosa Luz". (I Pe 2.9). A partir daí, te tornas um evangelista, um missionário, um pregador do Reino de Deus.

8.      Deixe uma mensagem aos Jovens ADA:
Como jovens, sabemos as dificuldades, tentações e aflições que nos alcançam, mas estejamos certos que Deus nos ajuda e sustenta no momento da prova da nossa fé (1 Co 10.13). Que tenhamos a eternidade em nossa mente, e que com isso pensemos bem antes de nos abraçarmos com as vaidades passageiras deste século.


Imensamente gratos somos a Denise pelo contato e a Caio pela boa vontade, que Deus permaneça abençoando-vos.

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