10 de out de 2010

On 06:15 by HERIVELTON MARCULINO   Sem comentários
Que tipo de cristão somos nós? Se temos nos deixado formar pelo Espírito Santo, que nos comunica o seu fruto (Gl 5.22; Ef 5.9; 2 Pe 1.5-9; Cl 3.12,13), somos cristãos transformados. Mas, se batemos no peito e dizemos: “Eu sou cristão”, sem contudo nos submetermos ao Senhor (Tg 4.7a), o prefixo contido em transformado será substituído por outro, haja vista existirem — biblicamente — cristãos deformados, reformados e conformados, além dos transformados.
Cristão deformado. Este, ou nunca foi cristão, de fato; ou, depois de ter escapado das corrupções do mundo, não vigiou e deixou de ser um cristão verdadeiro, desviando-se do Caminho. E o desviado, a despeito de ser deformado, nem sempre deixa de frequentar os cultos ou participar de atividades no meio do povo de Deus (2 Pe 2.1,20-22). Esse cristão (cristão?), à semelhança de Judas Iscariotes, está no meio dos cristãos autênticos, mas possui características que depõem contra as suas palavras (1 Co 5.11). É como se estivesse escrito na sua testa: DEFORMADO. Cristão reformado. Muitos, em nossos dias, gostam de dizer que são reformados, numa alusão à Reforma Protestante. Orgulham-se de observar os princípios dos reformadores. Eu, sinceramente, se fosse usar um título, preferiria: “cristão transformado”. Por quê? Porque, biblicamente, os cristãos reformados são aqueles que só têm aparência (Mt 23.25-28). Com diz um antigo ditado, “Por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento”. São sepulcros caiados! Dentro deles há iniquidade e rapina. Mas, peço aos queridos “reformados” (seguidores dos reformadores) que atentem para o sentido em que estou empregando o termo.
Os cristãos reformados agem como fãs. Qualquer análise que se faz de uma falação ou canção (tidas como pregação ou hino) desperta a fúria deles. Foi-me encaminhado, ontem, um ofensivo texto de um desses cristãos que só têm aparência. Ele, que, em seu blog, propõe-se a falar de esperança em meio ao caos, não se apercebeu ainda de sua caótica situação espiritual. Ao ler os impropérios que ele — indignado pelo fato de este escritor ter feito análises acerca da canção de seu cantor-ídolo — escreveu a meu respeito, percebi que se trata de mais um cristão que precisa de Cristo. Mas há esperança para aqueles cuja vida está um caos! Abandonem essa vida cristã de fachada! Andem como Jesus andou (1 Jo 2.6).
Cristão conformado. Muitos hoje estão conformados com a vida de pecado. A Palavra de Deus nos manda resistir ao pecado até ao sangue (Hb 12.4). Mas os conformados descansam numa ilusória segurança da salvação baseada no passado. “Eu já fui justificado. Estou salvo para sempre! Eu creio num Deus soberano”. Ah, como isso parece piedoso! Entretanto, a salvação, no presente, envolve a nossa participação e temos de perseverar na fé, não nos desviando do evangelho de Cristo (Hb 3.12,13; 1 Co 15.1,2; 1 Tm 4.1; 2 Pe 2.1,20-22; Ap 2.11; 3.5,11, etc.).
Cristão transformado. Este, a cada dia, é mais cristão. Por quê? Porque é transformado de glória em glória pelo Espírito (2 Co 3.18). Mas não pense que essa transformação ocorre sem a nossa participação! O texto de Filipenses 2.12,13 nos mostra que o Senhor opera em nós o querer e o efetuar, porém somos nós quem devemos operar a nossa salvação com temor e tremor. Ou seja, se não fizermos a nossa parte (Tg 4.8; Ez 24.13), entristeceremos o Espírito (Ef 4.30; Gl 5.16-22; Tg 4.1-5), e Ele poderá deixar a nossa vida, caso insistamos em pecar (1 Co 6.18-20; Hb 10.26-29). Esse tipo de cristão já foi transformado no passado (2 Co 5.12), mas continua sendo transformado, no presente, posto que não se conforma com este mundo (Rm 12.1,2). Ele sabe que a vida cristã é como subir uma escada que não tem o último degrau. Considera, ainda, que a vereda do justo é como a luz da autora, que vai brilhando, brilhando, brilhando... até ser dia perfeito (Pv 4.18; Ef 4.11-15; Hb 6.9; 12.14; Jr 33.3).
Que tipo de cristão somos nós, prezado leitor?
Ciro Sanches Zibordi

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