31 de dez de 2014

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31/12/14
Por Judite Alves

fimdascoisas


Estive meditando nesta expressão nesses dias quando estamos às portas de um novo ano: novas expectativas, novos prognósticos, novas incertezas, novas esperanças para alguns… Enfim, um verdadeiro enigma para muitos. Diante disso tudo bom, mesmo é ficarmos com o que diz a Palavra de Deus: melhor é o fim do que o começo. Já meditou nisso?
O fim é melhor, pois já passamos pelo começo, pelo novo, pelo medo de enfrentar o que vem adiante. Poderíamos comparar a uma maratona. Ao observarmos uma corrida, na maioria das vezes, quem sai na frente nunca é o primeiro a chegar; só em raríssimas exceções. Em geral, quem sai com toda pujança, cansa, e muitas vezes, quando chega ao final, não alcança o primeiro lugar. A vitória não está no começo, mas em completar a carreira.
Tive uma companheira de oração na Argentina que sempre repetia uma expressão ao falar para a Igreja: “Irmãos, o prêmio da corrida não está no início, nem tão pouco para os que estão no meio, só quem leva o prêmio são os que chegam ao final da corrida”. Essa é uma verdade extremamente importante para todos aqueles que têm uma meta, um objetivo na vida.
Na Bíblia, temos várias histórias de pessoas que começaram bem e terminaram mal, outras que começaram mal e terminaram bem. Saul é um exemplo de homem que começou humilde e agradando a Deus, mas seu fim não foi nada bom. Salomão, um homem humilde a princípio, ouviu um elogio de Deus por ter pedido entendimento para discernir o que era justo, mesmo tendo a oportunidade de pedir muitos dias, ou riquezas, ou até mesmo a vida dos seus inimigos. Salomão não atentou para isso, pelo contrário, sentiu a necessidade de pedir sabedoria a Deus para saber entrar (começar) e sair (terminar) no meio de um tão grande povo, com tanta demandas. Em resposta a este pedido tão sábio, Deus lhe diz: “(…) te dei um coração tão sábio e entendido, que antes de ti igual não houve, e depois de ti igual não se levantará. E também até o que não pediste te dei, assim riquezas como glória; de modo que não haverá um igual entre os reis, por todos os teus dias. E, se andares nos meus caminhos, guardando os meus estatutos, e os meus mandamentos, como andou Davi teu pai, também prolongarei os teus dias” (1 Reis 3:10-14).
Que coisa maravilhosa! Que lindo começo! Mas qual foi o fim de Salomão? Um final de tristezas por ter se desviado dos caminhos do Senhor.
Simeão, mesmo sendo um homem de idade avançada, nutria a esperança de ver o Messias. Como sabemos, esse servo de Deus sabia que o seu fim não seria amargo e sem esperança, pois confiava nas Escrituras e estava conectado ao Espírito Santo. Simeão vai ao templo exatamente no dia em que a promessa da salvação chegaria e seria apresentado, sem muita pompa, nem muita aparência, mas o Espírito deu testemunho que Aquele era o Messias enviado: “Faça o que eu lhe disse para fazer, pois chegou a hora, o final chegou, a vitória, o Salvador”. Simeão se aproxima, toma o menino nos braços e louva a Deus dizendo: “Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, Segundo a tua palavra; pois já os meus olhos viram a tua salvação, a qual tu preparaste perante a face de todos os povos; luz para iluminar as nações, e para glória de teu povo Israel” (Lucas 2:28-32). Que lindo final!
Como você está plantando? Como está sua carreira? Que fim você espera?
O escritor ao Hebreus disse que devemos correr com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus – Autor e Consumador da nossa fé (Hb 12.1,2). Não há dúvida que essa é uma das mais certas realidades da vida cristã: começar bem, e conseqüentemente, terminar em paz.
O apóstolo Paulo, por diversas vezes em suas cartas pastorais, exorta-nos que aquele que é atleta da fé, aquele que corre a carreira da fé, corre com um objetivo: o de agradar Àquele que o alistou para a guerra (2 Tm 2.1-15). Consideremos essas declarações não artificialmente, e, diante de verdades que nos perpassam, devemos fazer a pergunta que Davi, o homem segundo o coração de Deus, fez diante do Senhor: “Faze-me conhecer, Senhor, o meu fim, e a medida dos meus dias qual é, para que eu sinta quanto sou frágil. Eis que fizestes meus dias como a palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de ti; na verdade, todo homem por mais firme que esteja, é totalmente vaidade” (Sl 39.4-5).
Essa é uma realidade que todo homem, cedo ou tarde, experimentará: seu fim. Por isso mesmo, devemos começar e continuar a carreira da vida olhando sempre para o final de tudo. Deus disse a Daniel: “Tu, porém, vai até ao fim; porque descansarás, e te levantarás na tua herança, no fim dos dias” (Dn 12.13). Embora a nossa existência seja de breve duração, podemos nos alimentar das promessas de Deus, confiando que o fim será melhor que o começo.
Para os que não tem conhecimento da verdade, o fim é tenebroso, incerto, sombrio. Mas para os que têm o Senhor como Seu ajudador, sabe que Ele será o Seu guia até a morte (Sl 48.14), e até na morte se mantém confiante (Pv 14.32). Essa semana visitei uma amiga que está desenganada pelos médicos, entubada, traqueostomizada, e quando me aproximei dela, e comecei a falar-lhe da esperança e promessas de Deus, quando comecei a cantar junto ao seu ouvido – “Se a fé por vezes falta quando o sol não posso ver, a Jesus eu digo humilde, oh vem meu piloto ser” – as lágrimas rolaram de seus olhos. Ela disse “amém” e deu um glória a Deus. Cremos que se Deus quiser pode levantá-la a qualquer momento daquele estado – para proveito nosso e gozo da fé. Ou pode levá-la para Ele – o que é ainda melhor para ela. Se vivemos, somos dEle, e se morrermos, vamos para Ele. Ele é o nosso Piloto, ao começar ou ao terminar, o importante é estarmos com Ele.
Não devemos temer 2015. Que as nossas palavras, ao final deste anos, sejam como as de Jó: “Ele [o Senhor] sabe o meu caminho; provando-me ele, sairei como o ouro. Nas suas pisadas os meus pés se afirmaram; guardei o seu caminho, e não me desviei dele. Do preceito de seus lábios nunca me apartei, e as palavras da sua boca guardei mais do que a minha porção. Mas, se ele resolveu alguma coisa, quem então o desviará? O que a sua alma quiser, isso fará. Porque cumprirá o que está ordenado a meu respeito, e muitas coisas como estas ainda tem consigo” (Jó 23.10-14).
Se estamos na vontade do Senhor, tenhamos certeza de que em nada seremos confundidos. Nossa vida deve ter como única meta a glorificação do nome de Cristo. Se a vida ou a morte trouxer a glória para o Reino de Deus, estejamos contentes. Soframos as aflições desta vida como bom soldados de Cristo. Falemos e vivamos o amor dEle, ainda que isto nos custe a própria vida. Lembremo-nos sempre que a nossa vida terrena já morreu, somos mortos-vivos neste mundo. Morremos para o mundo e para a carne, mas ressurgimos para Deus. Ressuscitamos com Cristo e agora buscamos as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Nossa vida está escondida com Cristo em Deus e quando Ele, que é a nossa vida, se manifestar, então também nós nos manifestaremos com Ele em glória (Cl 3.1-4).
Vivamos, pois, nesta maravilhosa expectativa: a esperança da glória eterna, renunciando os prazer mundanos e carnais, que são efêmeros. Nossa luta aqui é breve, comparada à glória que nos está reservada. “Palavra fiel é esta: que, se morrermos com ele, também com ele viveremos; se sofrermos, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará; se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo” (2 Timóteo 2:1-15).
Corramos essa carreira de tal maneira que alcancemos o prêmio: a herança incorruptível reservada para aqueles que honram e glorificam o nome do Senhor. Nossa corrida não é incerta; nosso combate não é em vão. Subjuguemos o nosso corpo, e o reduzamos à servidão, para que, pregando aos outros, nós mesmos não venhamos de alguma maneira a ficar reprovados (1 Coríntios 9:22-27).
Um grande abraço a todos e um feliz Ano-novo com muitas bênçãos da parte do Senhor.

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