19 de set de 2010

On 19:29 by HERIVELTON MARCULINO   Sem comentários

Adap. e sugerido por Dassayev Marculino

A sua própria pergunta denuncia um erro na escolha, pois ninguém deve começar um namoro para fazer experiências, a fim de descobrir, no decurso do relacionamento, se vale a pena ou não continuar o namoro ou pensar em noivado e casamento.

Qual deve ser a postura correta? No mundo, adota-se o “ficar”. As pessoas vão “ficando” para ver o que vai acontecer, e algumas acabam se apaixonado. Mas isso não vale para quem conhece a Palavra de Deus. Na palavra “namoro” não está contido o termo “amor” por acaso. O namoro verdadeiro é para pessoas maduras, que se amam de verdade, e não para aquelas que apenas têm uma atração passageira, não querem ficar sozinhas ou desejam fazer experiências.

Para se começar um namoro, é preciso ter alcançado a maturidade, período que só vem após a adolescência, que é uma fase de transição entre a infância e a juventude. Como não se trata de passatempo, mas de uma importante etapa, só deve pensar em namoro quem realmente está determinado a casar. Quem namora por namorar está começando errado e sofrerá as conseqüências (Gl 6.7).

Como encontrar a pessoa ideal para namorar/noivar/casar? Primeiro, é preciso orar com fé e esperar no Senhor (Sl 40.1), pois Ele é poderoso mesmo para preparar a pessoa certa (Pv 19.14). Ao mesmo tempo, é necessário procurar (Pv 18.22), pois em tudo, na vida, existe a parte que cabe a Deus e a que cabe a nós (Pv 16.1,2; Tg 4.8).

Mas o jovem cristão deve ter cuidado com os profetizadores casamenteiros (Ez 13.2,3; Ap 2.20), pois a profecia, como dom do Espírito Santo que se manifesta, usualmente, num culto coletivo a Deus, não serve, em regra geral, para ajudar os jovens crentes a encontrarem a “pessoa preparada”. As finalidades do dom são: edificação, exortação e consolação do povo de Deus (1 Co 14.3).

Muitos hoje são infelizes em sua vida conjugal porque deram ouvidos a falsas profecias. Namoro é coisa séria! Não se deve permitir que a escolha tenha a interferência de terceiros, exceto dos pais, que, conquanto não façam a escolha, diretamente, devem sim aconselhar e ajudar os filhos nessa tomada de decisão.

A procura, em oração, deve ser segundo os critérios contidos na Palavra de Deus. É necessário priorizar qualidades como a espiritualidade (1 Co 2.14-16; 5.11), isto é, a beleza interior (Pv 15.13). Muitos se preocupam demasiadamente com a beleza física, que é enganosa (Pv 31.30). Esquecem-se de que a beleza da alma é a mais importante (1 Sm 16.17) e permanece mesmo com o passar dos anos, enquanto a exterior é ilusória, passageira e morrerá tal como uma flor (Pv 11.22; 1 Pe 1.24,25).

Deve, ainda, haver preocupação com a compatibilidade (Am 3.3). Muitos hoje dizem que isso não é importante e pensam que podem namorar uma pessoa descrente para ganhá-la para Jesus. Fazer isso, no entanto, é o mesmo que se jogar em um poço para tentar salvar alguém que lá caiu. E ninguém faria isso. É mais fácil jogar a “corda” do evangelho para o não-crente se salvar, mas sem nenhum envolvimento sentimental. Depois de uma conversão verdadeira (1 Co 5.11), aí sim não há problemas para um namoro, posto que há compatibilidade espiritual.

O meu conselho, portanto, é: antes de começar um namoro, verifique se não há incompatibilidades espiritual, social, etária, cultural, etc. A mais perigosa é a espiritual (2 Jo vv. 10,11). Considerando que a Bíblia chama os incrédulos de filhos do diabo (1 Jo 3.10), não havendo, pois, meio-termo, relacionar-se com uma pessoa infiel a Deus significa ter o Diabo como sogro. E não pense que um(a) filho(a) do Diabo terá, em contrapartida, Deus como sogro, em razão de se relacionar com um(a) filho(a) de Deus, equilibrando, assim, o relacionamento. Em todos os casos de mistura (crente com descrente), sempre é o servo do Senhor o prejudicado (Gn 6.1-4; 1 Co 10; 2 Co 6.14-18).

Há exceção nos casos de pessoas que, tendo casado nos chamados tempos da ignorância (At 17.31), uma delas se converte a Cristo. Nesse caso, é a pessoa salva que influencia positivamente a não-salva (1 Pe 3.1), como se vê claramente em 1 Coríntios 7.

Ciro Sanches Zibordi

(http://pastorciroresponde.blogspot.com/2008/08/namoro-coisa-sria.html)

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